Top Sellers 2021

Top Sellers 2021

Artistas com Mais Obras de Arte Vendidas em 2021
Em 2021, com uma tática inovadora, a P55 permitiu a vendas de obras de arte com facilidade, rapidez e sem qualquer contato físico. Em resposta, houve um crescimento exponencial na receita e também na percentagem de artistas e galerias que começaram a trabalhar nesta plataforma. Descubra neste artigo quais foram as maiores tendências em 2021. 


1. José de Guimarães
Conhecido pelo nome da cidade onde nasceu,  José de Guimarães (1939) é uma figura da arte portuguesa, que explorou diversas áreas desde das artes plásticas, passando pela geologia, engenharia até à arqueologia. As viagens a África, Ásia e América do Sul marcaram a sua carreira pela estimulação e desenvolvimento de uma linguagem estética. No final da década de 1970, construiu um alfabeto baseado nas formas e símbolos da cultura africana, introduzindo este nas suas obras. Na década de 1980 começou a explorar os limites entre a pintura e escultura, com peças produzidas com materiais pouco convencionais - fibra de vidro e um papel especificamente fabricado pelo próprio artista. Com cores fortes e alegres, as suas obras caracterizam-se pelo cruzamento de temáticas entre animal e humano, o mineral e o vegetal. Durante décadas o artista português colecionou arte africana, pré-colombiana e arte antiga chinesa que se encontra atualmente em exposição no CIAJG - Centro Internacional de Artes José de Guimarães. Saiba mais sobre José de Guimarães no artigo Obras de José de Guimarães: Alfabeto .

 José de Guimarães | P55 Magazine | P55.ART

2. Manuel Cargaleiro
O artista português Manuel Cargaleiro criou uma linguagem marcante no mundo artístico pela combinação da cerâmica e da pintura, através de jogos entre cor, luz e sombra. As suas obras são fortemente caracterizadas pelo recurso à geometria e à linguagem abstrata, tendencialmente não-figurativa. As pinceladas espontâneas e dinâmicas com cores vibrantes, sobrepõem-se à forma, reduzindo a formalidade que caracteriza os elementos geométricos. A exploração da cor é uma das principais características da sua obra, por revelar sentimentos e criar diversos espaços numa só composição. Denota-se a influência do azulejo tradicional português, pela repetição dos quadriláteros e o uso de cores como azul e branco. Além da pintura e cerâmica, Manuel Cargaleiro também explorou o desenho, a escultura, a tapeçaria e a gravura.

Manuel Cargaleiro | P55 Magazine | P55.ART

3. Júlio Pomar
Em constante movimento e criação, Júlio Pomar (1926-2018) é um dos artistas portugueses mais conceituados do século XX. Durante o seu longo percurso criativo abordou nos seus trabalhos questões e temáticas como: o protesto, o erotismo, o fado, a tourada, a literatura, a mitologia, os índios Xingu do Brasil, D. Quixote, retratos e animais. Pertencente à terceira geração de modernistas, Júlio Pomar é um artista com obras que vão desde o neorrealismo ao expressionismo, passando pelo abstracionismo. Produziu, maioritariamente, pinturas e desenhos, mas também realizou trabalhos de gravura, escultura, ilustração, cerâmica, vidro, tapeçaria, colagens, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Nos últimos anos de vida, dedicou-se também à poesia e à música. Saiba mais sobre o artista nos artigos Os animais de Júlio Pomar , O Retrato do Trabalhador na Arte e 5 artistas para descobrir a primavera 

Júlio Pomar | P55 Magazine | P55.ART

4. Banksy
O artista inglês Banksy, de identidade anónima, criou uma linguagem própria nas ruas do mundo, através do stencil e do graffiti. As suas obras são facilmente identificáveis pela sua linguagem gráfica e características próprias. Crianças, polícias, ratos ou macacos são algumas das figuras que o artista utiliza. Profundamente figurativos, estes stencils abordam de forma critica várias temáticas sociais e políticas como o consumismo, autoridade política e o terrorismo. «Girl with Balloon» e «The Son of a Migrant from Syria» são duas obras conhecidas e impactantes de Banksy. Atualmente, é um dos artistas contemporâneos mais reconhecido e admirado entre as gerações mais jovens. 

Bansky | P55 Magazine | P55.ART

5. Pablo Picasso
O inovador e impactante artista espanhol Pablo Picasso contribui para o desenvolvimento do mundo da arte ao desafiar as suas formas convencionais. A obra considerável de Picasso inclui mais de 20.000 pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, cerâmicas, cenários de teatro e figurinos, de diversos movimentos artísticos, como o cubismo, o surrealismo, o neoclassicismo e o expressionismo. Juntamente com George Braque, criou o cubismo, uma forma de representar o espaço tridimensional num plano bidimensional. Nas suas obras "Guernica", "Les Demoiselles d'Avignon", "The Weeping Woman", denota-se a busca de inspiração à arte africana e aos acontecimentos à sua volta. Com uma linguagem facilmente identificável, o artista espanhol marcou o campo artístico, influenciando artistas até à atualidade. Saiba mais sobre o famoso Pablo Picasso em 5 obras icónicas de Pablo Picasso , 5 Casais Famosos na História da Arte e O que é o cubismo? Onde surgiu o cubismo? Quais foram as principais obras e artistas?

Pablo Picasso | P55 Magazine | P55.ART

6. Cruzeiro Seixas
O artista português Cruzeiro Seixas (1920-2020) é um dos grandes nomes do surrealismo em Portugal. Na sua vasta produção artística, percorreu várias fases, desde o expressionismo ao neo-realismo, até chegar ao surrealismo. Explorou diversas técnicas e suportes, transmitindo uma constante liberdade poética e plástica. Os seus desenhos, pinturas e esculturas integravam as paisagens metafísicas de Giorgio de Chirico e as figurações metamórficas de Salvador Dalí. Através dos contrastes entre os pretos e os brancos, desenvolveu um universo imaginário muito pessoal. Sonhou e imaginou, sem imposições estéticas ou morais, no mundo da arte plástica, mas também da poesia. Foi recorrentemente divulgador da estética surrealista no meio português.

Cruzeiro Seixas | P55 Magazine | P55.ART

7. Vhils
Um dos principais artistas do movimento da arte urbana (street art), Alexandre Farto (1987), mais conhecido como Vhils, continua a evoluir e a impulsionar o seu estilo ao esculpir em grande escala rostos de figuras anónimas, de forma a revelar as camadas inferiores ocultas e a fragilidade do espaço urbano. Surgiu na cena artística em 2008, ao criar uma revolução, através da sua prática artística inovadora, na qual a destruição é uma forma de construção. Tornou-se um fenómeno internacionalmente, principalmente pelos seus trabalhos murais no espaço público, homenageando José Saramago, Zeca Afonso, entre outros.  O espaço onde cresceu, Seixal, um subúrbio industrializado do outro lado do rio de Lisboa (Portugal), influenciou profundamente a sua prática pelas transformações provocadas pelo intenso desenvolvimento urbano, nas décadas de 1980 e 1990. Tal como Bordalo IIBanksy e Jean-Michel Basquiat, foi nas ruas que se formou a base para a sua produção artística inicial, acabando por projetar as suas percepções do mundo exterior por meio dos seus atos criativos. Costuma esculpir os rostos nos espaços públicos - na lateral de edifícios - com uma variedade de ferramentas e materiais que podem deixar uma marca ou remover materiais, incluindo martelos, brocas, ácido de gravação, alvejante e explosivos. Além de escultura mural, também tem vindo a explorar outros meios como a serigrafia, a instalação e outros suportes, como cartazes publicitários, portas de madeira e placas de metal que recolhe das ruas. 

Vhils | P55 Magazine | P55.ART


Descubra mais sobre as tendências de 2021:
Tendências da Arte 2021: 7 Obras Mais Valiosas
Top Sellers 2021
Trending Artists 2021
Obras de Arte sobre o Ano Novo
Best Sellers of Young Blood 2021

Publicação Mais Antiga Publicação Mais Recente