Tendências da Arte 2021: 7 Obras Mais Valiosas

Tendências da Arte 2021: 7 Obras Mais Valiosas

Em 2021, as obras de arte mais caras vendidas em leilão são predominantemente de rostos já bem conhecidos deste meio. Artistas masculinos dos séculos XIX e XX lideram as vendas: Femme assise près d’une fenêtre (Marie-Thérèse) de Pablo Picasso, 1932; In This Case de Jean-Michel Basquiat (1983); Portrait of a young man holding a roundel de Sandro Botticelli; No. 7 de Mark Rothko (1951); Le Nez de Alberto Giacometti, (1947) e Cabanes de bois parmi les oliviers et cyprès de Vincent van Gogh (1889). Na P55 vemos os novos artistas, que tem vindo aborda a necessidade de sociais e ecológicas a marcarem terreno, contudo continuam os rostos populares da arte portuguesa do século XX a liderar. Conheça as obras mais caras vendidas na nossa plataforma em 2021.

1. Gato Sapato de Júlio Pomar, 2009 - 87 500,00 €
Esta lista começa com duas pinturas de Júlio Pomar com uma temática recorrente na sua pintura: os animais. Júlio Pomar foi um dos artistas com maior impacto nas artes portuguesas do século XX, desde do início do seu percurso. Empenhado nos problemas sociais, começou no movimento artístico neo-realismo, que retomou a atitude estética e social do realismo do século XIX, demonstrando simultaneamente as novas preocupações do século XX. Durante sete décadas conseguiu reinventar-se constantemente, seja nas técnicas e meios utilizados como nos movimentos artísticos. Entre os pintores modernos portugueses, Júlio Pomar é um dos poucos — como Paula Rego — cuja figuração, não só humana, é o tema principal. Muitos foram os animais retratados por Júlio Pomar: o porco, o macaco, o tigre, o corvo, o elefante, a girafa, o veado, a tartaruga, o touro, o gato, o cavalo, o cão, o lobo, a cabra e o bode, a gaivota e a mosca.  Denota-se a presença firme desta temática, ao longo de seis décadas, nas suas obras, desde as pequenas esculturas de barro individuais com macacos de 1949 até aos burros que tocam viola de 2010.

Júlio Pomar | P55 Magazine | P55.ART

2. Porquinha de Reveillon de Júlio Pomar, 2009 - 50 000,00 €

Júlio Pomar | P55 Magazine | P55.ART

3. Plastic Tiger de Bordalo II, 2018 - 37,375€
Os objetos outrora abandonados, nas mãos de Bordalo II, contam uma nova história. As chapas, os pneus, as portas adquirem uma função de ordem estética e comunicativa, expressando claramente uma crítica ao consumismo, oferecendo uma solução de sustentabilidade. O artista português quer representar nos seus trabalhos uma imagem da natureza - os animais, construindo-os a partir daquilo que os destrói - o lixo, o desperdício e a poluição. A paisagem que outrora o seu avô Real Bordalo pintou, atualmente é transformada pelos animais de Bordalo II. Esta escultura de Bordalo II aborda a necessidade de sustentabilidade sócio-ecológica.

Bordalo ll | P55 Magazine | P55.ART


4. Sem título de Vieira da Silva - 38 750,00 €
Por meio das suas obras que vão desde o figurativo ao abstrato, Maria Helena Vieira da Silva marcou a história da arte portuguesa e internacional. A artista trabalhou e viveu essencialmente em Paris, contudo é possível descobrir na sua obra vestígios de Lisboa. Devido à Segunda Guerra Mundial e ao Estado Novo, refugiou-se no Brasil com o seu marido, o pintor Arpad Szenes. Foi principalmente a partir do período pós-guerra que a sua obra começou a ser reconhecida e celebrada nacionalmente e internacionalmente, com diversas encomendas e exposições. O seu percurso ficou associado à sua versatilidade, com um conjunto de obras que vão desde pintura, escultura, tapeçaria, passando pela ilustração e cenografia.Com um grande respeito pela pureza dos meios de expressão selecionados e através das suas originais composições geometrizadas, tornou-se uma das artistas abstractas mais celebradas na Europa do pós-guerra. As suas obras encontram-se expostas pelo mundo inteiro, sendo exibidas em repetidas retrospectivas. Esta pintura com composições abstratas e um traço suave, envolve as cores e formas, inspiradas nas grandes cidades. 

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5. Nadir Afonso - 22 850,00 €
O artista português Nadir Afonso foi pioneiro na abstração geométrica em Portugal, sendo uma figura fundamental para o modernismo deste país. Num período inicial de experimentação pictórica, através do figurativismo e da representação do real, percorreu uma estética surrealista que fez a passagem para o abstracionismo. Descobriu assim a sua atração pela pintura geométrica. O artista considerava que a arte, não era fruto da imaginação, mas da observação e manipulação da forma. Além de pintura, exerceu trabalhos de arquitetura, colaborando com arquitetos como Le Corbusier e Oscar Niemeyer. A sua produção artística é fundamental para o estudo do modernismo em Portugal. Esta obra é uma representação da singularidade da sua produção artística em volta da abstração geométrica.

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6. Depict Series de Vhils, 2018 - 25 000,00 €
Alexandre Farto, conhecido artisticamente por Vhils, esculpe em grande escala rostos de figuras anónimas que este fotógrafa nas ruas. Através da sua criatividade, o artista portugês revela as camadas inferiores ocultas e a fragilidade do espaço urbano, refletindo temas atuais do panorama artístico, como a identidade, a representação, a efemeridade e a vivência do indivíduo na sociedade de consumo. Vhils ficou internacionalmente conhecido principalmente pelos seus trabalhos murais no espaço público, homenageando José Saramago, Zeca Afonso, entre outros. Contudo, sendo um experimentalista tem vindo a transportar a sua linguagem visual do processo de subtração de camadas para uma pluralidade de meios, como a serigrafia e a instalação, além da utilização de outros suportes, como cartazes publicitários, portas de madeira e placas de metal que recolhe das ruas. Nesta obra vemos esta transição de meios da parede para outros formatos. 

Vhils | P55 Magazine | P55.ART


7. "Formes Circulaires" de Manuel Cargaleiro - 21 050,00 €
O artista português Manuel Cargaleiro criou uma linguagem marcante no mundo artístico pela combinação da cerâmica e da pintura, através de jogos entre cor, luz e sombra. As suas obras são fortemente caracterizadas pelo recurso à geometria e à linguagem abstrata, tendencialmente não-figurativa. Nesta obra denota-se as pinceladas espontâneas e dinâmicas com cores vibrantes, que se sobrepõem à forma, reduzindo a formalidade que caracteriza os elementos geométricos. A exploração da cor é uma das principais características desta obra e da sua produção artística, por revelar sentimentos e criar diversos espaços numa só composição. 

Manuel Cargaleiro | P55 Magazine | P55.ART

 

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