€2,500
Preço Regular €2,250Sem título, 2006
Acrílico sobre papel
Dim.: 28,5 x 20 cm
Dim. moldura: 68x59cm
- Técnica
- Acrílico · Papel
- Categoria
- Pintura
- Dimensão
- 59 × 68 cm
- Movimento
- Expressionismo
- SKU
- 53658247561543
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Acrílico sobre papel
Dim.: 28,5 x 20 cm
Dim. moldura: 68x59cm
- Técnica
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- Categoria
- Pintura
- Dimensão
- 59 × 68 cm
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Graça Morais (1948) é uma das mais reconhecidas artistas portuguesas contemporâneas. Nasceu a 17 de Março de 1948, em Vieiro, Trás-os-Montes, uma região que ocupa um lugar central no seu universo artístico. As memórias da infância, a vida rural, as tradições, os rostos das pessoas da aldeia e a relação com a terra são temas recorrentes na sua pintura e desenho.
Concluiu o Curso Superior de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1971 e, entre 1976 e 1979, viveu em Paris como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Desde 1974, tem realizado inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro, destacando-se a representação de Portugal na XVII Bienal de São Paulo, em 1983, e as exposições individuais no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1984, e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1985.
A obra de Graça Morais caracteriza-se pela força expressiva do desenho e pela presença constante da figura humana. Rostos, corpos e figuras femininas surgem frequentemente em composições que exploram temas como a memória, a identidade, a maternidade, a violência, o sofrimento e a passagem do tempo. A artista transforma experiências pessoais e histórias colectivas em imagens de grande intensidade emocional, criando uma linguagem profundamente ligada à condição humana.
Embora seja sobretudo reconhecida pela sua pintura, Graça Morais desenvolveu também trabalhos de desenho, ilustração, cenografia, tapeçaria e azulejaria. Colaborou com escritores e poetas como José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís e Miguel Torga, e realizou intervenções em azulejo em diversos espaços públicos, incluindo a sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, e a Estação de Bielorrússia do Metropolitano de Moscovo.
Em 2008, foi inaugurado, em Bragança, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, projecto arquitectónico de Eduardo Souto de Moura, que reúne um núcleo dedicado à obra da artista e promove exposições de arte contemporânea. Ao longo da sua carreira, Graça Morais recebeu diversas distinções, entre as quais o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1997, o Grande Prémio Aquisição da Academia Nacional de Belas-Artes, em 2013, a Medalha de Mérito Cultural, em 2019, e o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, em 2023.
Com uma obra marcada pela memória, pela terra e pela figura humana, Graça Morais afirma-se como uma referência incontornável da arte contemporânea portuguesa, mantendo uma ligação profunda às suas raízes transmontanas e às histórias que moldaram o seu olhar artístico.
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