Oskar Pinto Lobo Seguir artista +
Fernando Óscar Pinto Lobo (Oskar), nascido em 1913, descendente de uma família de Goa e de avô inglês, licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde também estudou pintura. Pai da estilista Ana Salazar, a sua casa na Rua da Praia da Vitória, junto ao Monumental, era ponto de encontro de amigos e artistas como João Villaret, António Ferro, Fernanda de Castro e Almada Negreiros, de quem o seu pai era grande amigo. Ana reconhece-se permanentemente nele, um homem de figura irrepreensível e sempre muito bem vestido, apelidado de “príncipe perfeito” no Liceu Camões.
Óscar Pinto Lobo teve um papel importante no design gráfico e na promoção turística de Portugal, especialmente durante as décadas de 50 e 60. Foi diretor gráfico do Secretariado Nacional de Informação (SNI) e consultor técnico da Junta de Turismo da Costa do Sol, desenvolvendo a sua atividade como designer e ilustrador em publicações oficiais e anuários turísticos, muitas vezes em colaboração com Manoel Lapa. Criou pictóricos e calorosos discos solares que ilustravam os 250 dias de sol por ano, ajudando a construir a imagem do turismo de massas em Portugal.
Na década de 40, foi também decorador, destacando-se na casa Olaio, especializada em mobiliário de estilo americano em madeira de carvalho. Entre 1932 e 1943, colaborou em jornais humorísticos e revistas infantis, incluindo a revista “Ilustração” e a “ABC-Zinho”, onde criou personagens como Tom Migas e o cavalo Cara Linda, além de adaptações de Bucha e Estica. Oskar integrou-se entre os designers e artistas que contribuíram para uma imagem moderna do país e da TAP.
Foi ainda sócio fundador da Tertúlia Literária e Artística PARLATÓRIO, criada em 18 de Outubro de 1989, com o objetivo de divulgar a cultura e a arte, tendo a primeira reunião decorreu no Restaurante Parlatório. Fernando Óscar Pinto Lobo faleceu em Lisboa em 1995.