João Maria Gusmão
João Maria Gusmão (Lisboa, 1979) desenvolveu, ao longo de mais de duas décadas, uma obra singular que atravessa cinema experimental, fotografia, escultura, desenho, literatura e curadoria.
Entre 2001 e 2018, destacou-se pela colaboração intensa com Pedro Paiva, parceria que marcou profundamente a arte contemporânea portuguesa. Durante esse período, criaram um vasto conjunto de filmes em 16mm apresentados em instalações imersivas. Esses trabalhos foram organizados em ciclos como Eflúvio Magnético, Abissologia e Papagaio. Além disso, a crítica reconheceu a dupla pela capacidade de “assayar o abismo” através de observações filosóficas, biológicas e para‑científicas.
A trajetória internacional de João Maria Gusmão é marcada por uma presença contínua em instituições de grande prestígio. O artista apresentou o seu trabalho no Museu de Serralves, no Porto, e no Haus der Kunst, em Munique, ambos reconhecidos pela relevância no panorama europeu. Expôs também no KW Institute for Contemporary Art, em Berlim, e no Camden Arts Centre, em Londres, instituições que valorizam práticas conceptuais e experimentais. Além disso, a sua obra passou pela Ikon Gallery, em Birmingham, pela Kunsthalle Düsseldorf, na Alemanha, e pelo Centre Pompidou‑Metz, em França, reforçando a sua presença no circuito internacional. Nos Estados Unidos, apresentou projetos no New Museum, em Nova Iorque. Participou igualmente na Bienal de Veneza, onde representou Portugal, e na Gwangju Biennale, na Coreia do Sul, uma das plataformas mais influentes da arte contemporânea asiática.
Para além desta presença institucional, mantém colaborações regulares com artistas como Alexandre Estrela, Mattia Denisse e Gonçalo Pena. Essas parcerias aprofundam diálogos que atravessam cinema, filosofia e experimentação visual. Trabalha também de forma contínua com a ZDB – Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, onde desenvolve projetos curatoriais, editoriais e expositivos.