Andrés Segovia
Andrés Segovia (n. 1921, Buenos Aires – m. 1996) foi um pintor e desenhador argentino que se destacou como um dos nomes mais relevantes da sua geração. Formado originalmente em Ciências Exatas e Engenharia, a sua entrada no mundo das artes foi marcada por uma estrutura intelectual e geométrica muito forte. No entanto, ao longo da sua carreira, Segovia evoluiu para um estilo onde a mancha, a cor e a sensibilidade poética sobrepuseram-se ao rigor da linha, criando composições que evocam estados de espírito e atmosferas oníricas.
Percurso e Marcos Históricos
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1950 – 1955: Inicia o seu percurso expositivo em Buenos Aires, Argentina. Nestes primeiros anos, a sua obra revela uma influência do cubismo e do construtivismo, fruto da sua formação técnica.
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1958: Participa na prestigiada Bienal de Veneza, na Itália, um momento decisivo que o projeta no cenário artístico internacional.
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1962: Realiza exposições de relevo em Paris, França, onde a sua pintura começa a libertar-se das formas rígidas, aproximando-se de uma abstração mais lírica e gestual.
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1965: Recebe o Prémio de Honra no Salão Nacional de Artes Plásticas da Argentina, consolidando o seu estatuto como um mestre da pintura contemporânea no seu país.
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1970 – 1980: Período de maturidade onde se dedica intensamente ao desenho e à litografia. Expõe regularmente na Galeria Wildenstein e noutros espaços de prestígio na Argentina e nos Estados Unidos da América.
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1990: Realiza grandes retrospetivas da sua obra, sendo reconhecido pela crítica pela sua capacidade de fundir a modernidade com uma sensibilidade profundamente humanista.