O Renascimento de Andy Warhol

O Renascimento de Andy Warhol

5 Motivos para Andy Warhol ser novamente famoso
Andy Warhol é tão popular agora porque? De repente, Andy Warhol esta em todo o lado, seja em séries de documentais' (The Andy Warhol Diaries na Netflix e Andy Warhol's America na BBC), peças de teatro (The Collaboration at the Young Vic in London) e nas grandes casas de leilões (Pintura de Marilyn Monroe foi vendida na Christie's em maio). Acreditamos que há ressonâncias marcantes que estão alimentar o renascimento de Andy Warhol marcantes na nossa época contemporânea. Descubra as cinco ligações aqui.

1.Icone Queer
A famosa Silver Factory tornou-se um espaço para Andy Warhol abraçar o swish ao receber um grupo heterogéneo de colaboradores LGBTQ+, muitos dos quais são imortalizados na música Walk on the Wild Side, de Lou Reed. A série de retratos Ladies and Gentleman celebra a beleza e a diversidade da cena gay de Nova York, ao demostrar as drag queens e mulheres trans como a ativista de Stonewall Riots Marsha P Johnson. Esta visão inclusiva de Andy Warhol comunica com a nova geração de jovens LGBTQ+ inspirados em ícones queer proeminentes, desde Olly Alexander a RuPaul.

Andy Warhol | Magazine | P55.ART

2.Guerra e Morte
A década de 1960 foi marcada pelas tensões russas e as violentas de guerra. Na série Morte e Desastre de Andy Warhol, o artista da pop usou a técnica de serigrafia, para reproduzir imagens de jornais como material de origem (acidentes de avião, envenenamentos, distúrbios raciais e suicídios, para citar alguns). O processo repetitivo de serigrafia teve o efeito sinistro de uma espécie de transtorno de stresse pós-traumático estetizado, evocando um desejo de apatia em tempos de tragédia. Atualmente, vivemos tempos difíceis que nos fazem conectar facilmente com estas obras. 

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3.COVID-19 e “Cancro Gay”
Quase meio século antes da crise devido ao Covid-19, Nova York emergiu como o epicentro da crise da SIDA. Na década de 1980, Andy Warhol perdeu muitos amigos para a doença e expressou o terror quotidiano no seu diário. Na altura SIDA, os jornais referiam-se à doença como "o grande C", categorização generalizada da doença como "cancro gay". As últimas obras de Andy Warhol, incorporaram artigos sobre da crise da SIDA, como se fosse algum acto final de restituição religiosa ou irónica.

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4. "In the future, everyone will be world-famous for 15 minutes." — Andy Warhol
Alcançou a fama no início dos anos 1970 ao conviver com estrelas no Studio 54, muitas das quais foram retratos nas suas obras, incluindo Mick Jagger e Liza Minnelli. Andy Warhol entendeu que visibilidade é a chave para a fama: ser visto no lugar certo com as pessoas certas na hora certa. Numa entrevista, em 1968, Andy Warhol referiu que no futuro toda gente iria ter direito aos seus 15 minutos de fama. Muitas pessoas referem que o artista da pop antecipou nomes como Kim Kardashian, bem como a fama instantânea de pessoas comuns possibilitada por momentos virais no TikTok, Instagram e YouTube. 

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5.Afirmação como Artista
The Andy Warholl Diaries apresenta-nos uma figura humana profundamente imperfeita, mas assustadoramente, muito distante da máquina de impressão robótica que tão desesperadamente procurou ser. Parece que, na contemporaneidade, a pessoa por trás da arte é tão importante – senão mais – do que a própria arte. Se posteriormente, se questionava o talento de Andy Warhol como artista, atualmente o público afirma o seu talento.

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