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José Pedro Croft
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José Pedro Croft


Gravura sobre papel de 1991, emoldurada


Assinada manualmente pelo artista e numerada 11/32 


Dim. moldura: 87 X 77.5 cm.


Dim. mancha: 69 X 58 cm


José Pedro Croft é um artista plástico nascido no Porto em 1957.


'Formou-se em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1981, sendo o início do seu percurso artístico marcado pela colaboração no atelier do escultor João Cutileiro. Interessado pela tridimensionalidade, nas suas primeiras obras explora o baixo-relevo e a modelação orgânica da pedra, tratando o tema da morte e do túmulo. Ao longo da década de 1980 o seu trabalho evoluiu para a exploração da organização espacial, através do recurso à geometria e a referentes arquitetónicos. Surgem então obras que remetem para uma ideia de monumento, construídas por processos de sobreposição e fragmentação do material. Na década de 1990 Croft centra-se no tratamento das qualidades intrínsecas da escultura (peso, densidade, estabilidade) e na exploração das relações do volume com o espaço e com a luz. O mármore é substituído progressivamente por outros materiais, até que o artista se apropria de objectos do quotidiano, articulados com elementos escultóricos simples. Os espelhos são então introduzidos nos seus trabalhos, em jogos de desfragmentação e desconstrução formais e espaciais. Para além do trabalho escultórico, o artista desenvolve as suas problemáticas através das disciplinas do desenho e da gravura. Em 1994 apresentou individualmente grande parte do seu trabalho no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no ano seguinte foi um dos representantes de Portugal na Bienal de Veneza. Em 2002 a sua obra foi exposta em retrospetiva no Centro Cultural de Belém. Foi galardoado com o Prémio Nacional Arte Pública e com o Prémio EDP Desenho em 2001, e com o Prémio AICA em 2007.'


Fonte: site do MNAC Chiado


Foi representante de Portugal na Bienal de Veneza pela 2ª vez em 2017, com o conjunto de trabalhos 'Medida Incerta'que se encontram na Casa da Arquitectura em Matosinhos.


A sua obra encontra-se presente em diversas coleções públicas e privadas: Banco Central Europeu, Frankfurt; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro Galego de Arte Contemporâneo, Santiago de Compostela; Fundação de Serralves, Porto; Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundación Caixa Galiza, La Coruña; Fundación La Caixa, Barcelona; MEIAC, Museo Extremenho y Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz; Ministério da Cultura, Portugal; Museo de Cantábria, Espanha; Museo de Zamora, Espanha; Museo Nacional, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Sammlung Albertina, Viena; e Colecção Berardo, Lisboa.


 


Biografia

Afastando-se da representação fiel, a abstração é uma categoria que se formou na arte ocidental no século XX, a partir de artistas como Jackson Pollock, Willem de Kooning e Mark Rothko. As obras de J.M.W. Turner, Gustave Courbet, Édouard Manet e os impressionistas, influenciaram o que categorizamos hoje de abstração. Pablo Picasso e Georges Braque, criam o primeiro movimento de arte abstrata, o cubismo. Este é fundamental para o futurismo na Itália, a abstração sem representação (non-objective abstraction) de Wassily Kandinsky, Kasimir Malevich e Piet Mondrian e o purismo de Le Corbusier e Amédée Ozenfant. Denota-se que na segunda metade do século XX, movimentos como expressionismo abstrato, arte conceptual e o minimalismo abraçaram o poder e estética da abstração formal em vez da representação literal.