10 Pinturas sobre a Páscoa, da Última Ceia de Leonardo Da Vinci à A Ressurreição de Piero della Francesca

10 Pinturas sobre a Páscoa, da Última Ceia de Leonardo Da Vinci à A Ressurreição de Piero della Francesca

Quais são as pinturas mais famosas sobre a vida de Jesus Cristo? Conheça a história da Páscoa, através de dez delicadas pinturas sobre os episódios religiosos, em volta da morte e ressurreição de Jesus Cristo aqui.

1.A Última Ceia de Leonardo Da Vinci 
A Última Ceia é a refeição que Jesus compartilhou com seus discípulos antes de ser traído, preso e crucificado. Esta última refeição tornou-se a base bíblica para a Eucaristia. Os evangelhos dizem que na Última Ceia, Jesus previu que um de seus discípulos o trairia, e que Pedro negaria conhecê-lo 3 vezes. A pintura da Última Ceia de Leonardo Da Vinci está atualmente na Santa Maria della Grazie em Milão e mede 460 cm x 880 cm. Esta pintura é uma composição equilibrada, onde o gesto tem uma relevância grande, pois é através dele que as emoções são transmitidas e é construída a narrativa pictórica. A partir do Renascimento, a arquitetura, localizada em segundo plano, serve como apoio às personagens, destacando estas e atribuindo profundidade à pintura. Outro elemento, que surgiu nesta altura, foi ponto de fuga, que na Última Ceia, em termos de perspectiva é Jesus Cristo, que se encontra no centro do quadro.

Da Vinci | P55.ART

2.A agonia no jardim do Getsêmani de Andrea Mantegna
Na Igreja Católica Romana, a Agonia no Jardim é o primeiro Mistério Doloroso do Rosário e a Primeira Estação da Via Sacra. Nesta famosa pintura de Páscoa é retrato Jesus orando no jardim do Getsêmani após a Última Ceia enquanto os discípulos dormem e Judas lidera a multidão.O intenso estudo da Antiguidade Clássica suscitou no pintor Mantegna um intenso interesse pelos relevos de pedra, as ruínas escultóricas, os mármores preciosos, as pedras exóticas e os camafeus, ao ponto da tábua não parecer pintada a pincel, mas esculpida na rocha viva. A representação é cheia de significados intelectuais postos num estilo solene e precioso que plasma cada objeto para fixar a sua verdade, a sua solidez e a sua imortalidade estatuária, numa cenografia determinada por símbolos, por gestos, por direção de movimento calculados como no teatro, mostrando-nos a sua linguagem pictórica intensamente metafórica.

Andrea Mantegna | P55.ART

3.A Traição de Cristo de Caravaggio
A Traição de Cristo é o episódio bíblico, no qual Judas oferece um beijo a Jesus, para o identificar entre os principais sacerdotes para posteriormente ser preso. Entre muitos pintores que retrataram este episódio, destacamos o pintor Caravaggio, o mestre da pintura barroca.  Jesus com as mãos juntas ao corpo em sinal de entrega nos momentos da sua captura é contrastada com o poder dos soldados com as suas armaduras pretas e polidas. As várias expressões de Jesus, Judas e o discípulo que foge, dão uma profundidade emocional à pintura. Perdida por quase 200 anos, esta pintura foi redescoberta em 1990 numa residência em Dublin, Irlanda. Encontra-se atualmente exposta na Galeria Nacional da Irlanda. O pintor italiano Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio (1573-1610), ficou célebre por diversas pinturas desde “A Traição de Cristo”, como também pelas “A Crucificação de São Pedro” e o “Martírio de São Mateus”.

Caravaggio | P55.ART

4.Jesus about to be struck in front of former High Priest Annas de José Sotero de Madrazo y Agudo
Nesta famosa pintura religiosa vemos o julgamento de Jesus perante assembleia. Jesus Cristo encontra-se iconograficamente representado com o malto branco e com uma reação calma e forte. As características das personagens, seja as suas feições à anatomia representa alguns dos pontos-chaves do movimento neo-clássico. Esta cena religiosa, com suas figuras em tamanho natural, é tratada da maneira sóbria usualmente aplicada às cenas da história romana. Foi a primeira grande pintura produzida por Madrazo enquanto treinava em Paris com Jacques-Louis David, e lhe rendeu um aumento em sua bolsa de Charles IV , permitindo-lhe continuar seus estudos em Roma.

José Sotero de Madrazo y Agudo | P55.ART

5.A Negação de Pedro de Carl Heinrich Bloch
Jesus predisse que Pedro negaria conhecê-lo, afirmando que Pedro o repudiaria antes que o galo cantasse na manhã seguinte. Os evangelhos nos dizem que Pedro de facto negou Jesus 3 vezes e quando percebeu o que fez, chorou. Isto é conhecido como o arrependimento de Pedro e é este acto de negação que se encontra aqui retratado. 

Bloch | P55.ART

6.The Flagellation of Christ de Rubens
A flagelação de Cristo é uma cena da Paixão de Cristo muito frequentemente representada na arte religiosa cristã. Esta pintura integra um grande painel datado de cerca de 1614. É um de uma série de quinze painéis pintados por onze artistas, incluindo Maerten de Vos, Anthony van Dyck e Jacques Jordaens. Nesta composição pictórica destacam-se as impressionantes pinceladas diretas e inquietas, o poder escultórico das personagens e a composição equilibrada em torno da figura de Cristo ao centro. O contacto com o colorido de Ticiano, Tintoretto e Veronese teve uma influência duradoura na obra de Rubens. Tornou-se pintor da corte do duque de Mântua, o que lhe deu a oportunidade de estudar pintura e escultura antigas da coleção do palácio ducal. Na corte existiam ainda magníficos exemplares de cavalos e de animais exóticos que viriam a servir de modelo em quadros de cenas de caça.

The Flagellation of Christ de Rubens | P55.ART

7.O Cristo carregando a cruz de El Greco
De acordo com os Evangelhos, uma coroa de espinhos tecida foi colocada na cabeça de Jesus durante os eventos até à crucificação de Jesus. Na poderosa pintura religiosa de El Greco, vemos Jesus a carregar a cruz com a coroa de espinhos e com gotas de sangue no seu rosto. Cristo é pintado com um olhar lacrimoso, direcionado ao espectador. El Greco foi um pintor espanhol de origem grega, com um estilo inconfundível devido à sua representação das figuras. Tornou-se um expoente do maneirismo espanhol e a sua obra representou uma antecipação do Barroco.

El Greco | P55.ART

8.Crucificação de Tissot 
A crucificação do artista francês é tratada de forma peculiar, pois Jesus Cristo não se encontra representado. Ao espectador é dada a visão do próprio Cristo e o que este testemunhou nas suas últimas horas. Normalmente, numa representação intitulada de Cristo Crucificado é obviamente que Jesus será pintado como a figura central, mas aqui na pintura de Tissot, a única coisa que o espectador consegue ver são os seus pés.  Jacques Joseph Tissot tornou-se um pintor famosos com as suas pinturas repletas de mulheres vestidas de acordo com época, exibidas em várias cenas da vida quotidiana, e também devido as cenas bíblicas, como esta.

Crucificação de Tissot | P55.ART

9.O sepultamento de Cristo de Caravaggio
Após a crucificação de Cristo, os discípulos e Maria, mãe de Jesus Cristo, ajudaram Cristo a descer da cruz e colocaram-o no túmulo. Esta pintura descasa-se, como todas obras-primas barrocas, pela escuridão. Há uma palavra para isso: tenebroso, que significa estilo escuro. Isso tem o efeito desejado de fazer com que o espectador se concentre nas figuras da pintura e na ação, do que esta acontecer em primeiro plano. O corpo de Jesus, foi pintado de forma demonstrar o sofrimento do momento. Uma das característica da pintura barroca, aqui também presente é a quebra do espaço entre pintura e espectador, para que este se sinta mais parte da pintura.

O sepultamento de Cristo de Caravaggio | P55.ART

10.A Ressurreição de Piero della Francesca
Os Evangelhos afirmam que a crucificação de Jesus Cristo, este foi colocado na tumba entre sexta-feira à noite e domingo de manhã. Ao terceiro dia, ressuscitou dos mortos e apareceu vivo para aos seus discípulos. Na Ressurreição de Piero della Francesca, percebemos que Cristo foi retratado como homem e Deus, com um rosto não idealizado, um corpo sem manchas parecendo uma escultura. Esta pintura da ressurreição também é incomum por ter dois pontos de fuga. Piero foi contratado para pintar o afresco para a Residenza de estilo gótico, a sala de reuniões comunais que era usada exclusivamente por Conservatori, os magistrados chefes e governadores, que antes de iniciar seus conselhos, rezavam diante da imagem. Colocado no alto da parede interna de frente para a entrada, o fresco tem como tema uma alusão ao nome da cidade (que significa "Santo Sepulcro"), derivado da presença de duas relíquias do Santo Sepulcro carregadas por dois peregrinos no século IX. O Cristo de Piero também está presente no brasão de armas da cidade.

A Ressurreição de Piero della Francesca | P55.ART


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